domingo, agosto 9

MARKETING TEOLÓGICO!

Átila da Silva, pr.

Hoje em dia se faz teologia em todos os cantos. Desde a senhora que no ônibus vê o infortúnio passando do lado de fora em forma de um acidente, de um tiroteio ou de um cemitério, e exclama "-Deus me livre", até o ambiente capitalista que vê na fé do povo um facilitador do lucro e da manutenção da subserviência ao "ter é igual a ser".

Abaixo um exemplo do que chamei de "marketing teológico"... (Clic na foto para ampliar)

Infelizmente esse subterfúgio também tem sido utilizado para 'aumentar a renda' e 'o prestígio de dominação' nos centros de convergência eclesiástica, digo templos, por aí.

Graças a Deus, o peregrino não está preso a um "fannun" (leia sobre isso) e tem sua mente cativa pelo conhecimento de Cristo...

Atenção ao marketing teológico! "Parabéns aos Correios", por captar tão bem a alma religiosa dos brasileiros...

Fonte: Revista Reader's Digest - Seleções - Agosto 2009, p.18.

2 comentários:

MULHER VIVA disse...

O brasileiro é muito criativo.Este exemplo do correio foi hilário se também não o fosse preocupante.O Deus em que cremos precisa ser adorado com Temor e Tremor e o que vemos é "Deus" literalmente sendo um "fannun" das megas catedrais onde Deus está sendo rebaixado a um simples milagreiro,não que ele deixou de realizar milagres.Mas o que mudou foi o marketing.Agora vemos qto vale um milagre.R$100,00?R$50,00 mas para o desempregado R$5,00 o ajuda a conseguir emprego.Cremos em um Deus que realiza os milagres de acordo com a Sua vontade e independente da vontade do ser humano.O melhor marketing talvez seja este:"vigiem,porque vcs não sabem quando o dono da casa voltará:se à tarde,á meia-noite,ao cantar do galo ou ao amanhecer.Se ele vier de repente,que não o encontre dormindo!O que lhes digo,digo a todos:Vigiem!"Mc 13:35,36

mari disse...

Átila, meu querido irmão

Vivemos num país extremamente supersticioso, o que faz com que as pessoas embarquem em toda sorte de falsa doutrina. Daí o marqueteiro não tem tanto "trabalho" assim para vender
a mercadoria, digo, o cristinho manufaturado.

Abração do Sandro