domingo, agosto 23

O MEU E O NOSSO SERVIÇO CRISTÃO

Átila da Silva, pr.
"A fé conduz ao amor, e este ao serviço”.
John Stott. “O cristão em uma sociedade não cristã” - Vinde.
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Nós já aprendemos pela Palavra que o peregrino é salvo para servir a Deus realizando o amor prático de Jesus na vida do próximo.

O Mestre nos deu esse exemplo: “Pois o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir...” (Mc.10:45); “Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também [...] ora, se sabeis estas coisas, bem-aventurados sois se as praticardes” (Jo.13:15, 17).

Mas, talvez, nos falte entender que existem duas visões sobre essa diaconia (serviço prático):

A primeira: Ela é responsabilidade individual.
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Quando Jesus diz que devemos ser luz e sal está falando da convivência do peregrino em seu dia a dia, quando está cercado de pessoas carentes da Luz. É ali que ele, individual e voluntariamente, deixará que o amor do Mestre se torne prático por meio do serviço que presta aos outros, quer esteja trabalhando, estudando ou compartilhando da vida na sua rua ou vizinhança.
O peregrino não espera por outros para trabalhar porque já tem dentro de si tudo que é necessário para servir ao próximo: gratidão, por ter recebido a graça da salvação e um amor que transborda pela Presença do Espírito Santo em seu coração.

A segunda: Ela é responsabilidade coletiva.

Jesus criou Sua Igreja para reunir os peregrinos como uma força espiritual que pode desafiar as trevas e vencer o diabo. Além disso, sua força está na coletividade e na reprodução do jeito de ser do Mestre em sua convivência, que junta as experiências individuais de testemunho, relacionamento e serviço para conseguir chegar onde um peregrino sozinho não conseguiria. É muito mais fácil criarmos, como comunidade de fé, um grupo de apoio a casais, homens, mulheres, filhos, avós e outros, do que tentarmos fazê-lo sozinhos. É mais simples pensarmos e agirmos juntos, em estratégias criativas para compartiharmos o amor prático de Jesus, em nossa rua, em nosso bairro do que tentarmos fazê-lo sozinhos.
Jesus deixou o exemplo. Separou cada um dos 12 homens para serem discípulos individualmente e, para comporem com Ele, também, uma comunidade de fé prática.

Então, tanto sou peregrino e tenho meu potencial de serviço a ser desenvolvido, quanto sou parte de um comunidade que permance aqui para levar o amor de Jesus ao próximo carente, necessitado na alma, no coração, na visão do propósito da sua vida, do mundo...
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SUGESTÕES
*Inicie levantando a realidade espiritual das pessoas que convivem com você e peça a Deus estratégias criativas para demonstrar o amor prático do Mestre para elas. Participe de reuniões de condomínio, vá ao futebol com os colegas de trabalho, compareça às reuniões da sociedade amigos do bairro...
* Converse com outros peregrinos sobre sua realidade contextual e peça ajuda em idéias práticas e na aplicação delas em seu círculo de relacionamento.
* Não espere mais. Saiba que mostrar o amor é a única razão porque o peregrino permanece ainda por aqui!
* Não fique restrito a uma idéia ou ao seu grupo eclesiástico. Lembre que só é peregrino quem tem e demonstra o amor prático de Jesus ao próximo durante a peregrinação. Busque pessoas que queiram servir , sem adiamento, sem desculpas, sem "vamos estudar melhor e...". Esses são verdadeiros peregrinos.
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Assim, não importará se sua vida durará 15 ou 60 anos. Certamente ela terá mostrado o caminho da Fonte que jorra para a vida eterna.

Ilustrações:
1. flammarion.wordpress.com
2. hologramataxi.blogspot.com / Estilizada pelo CONTRA MÃOS

2 comentários:

mari disse...

Átila, querido

Esse sempre foi o mandamento. Ide, fazei, pregai... Desobedecemos aquilo que é imperativo e ainda temos a cara de pau de perguntar a Deus o que está errado. É tempo de peregrinação, de salgar a Terra...
Boa semana a todos !

Douglas disse...

Curti o seu blog! Entendi agora o teu sorriso quando te contei que estava envolvido num projeto para forar discípulos-servos! Muito legal!