sábado, maio 16

A PARÁBOLA DO LÁPIS



Átila da Silva, pr.


Traduzi da mensagem compartilhada com os pequenos formandos de 2006 do Ensino Fudamental da St. Mark's Day School, Brooklyn, NY.

No princípio, o Fabricante de Lápis falou com o lápis: “Há cinco coisas que você precisa saber antes de eu enviá-lo para o mundo. Sempre se lembre delas e você se tornará o melhor lápis:
1) Você será capaz de fazer inúmeras coisas grandes, mas só se estiver seguro nas mãos de alguém;
2) Você experimentará o doloroso processo de ser apontado de vez em quando, mas é necessário se quiser se tornar um lápis melhor... mais útil;
3) Você pode corrigir qualquer equívoco que cometer, porque tem em você uma borracha;
4) A parte mais importante em você sempre estará do lado de dentro:
5) Não importa a condição, você precisa continuar escrevendo; sempre deixe marcas claras e legíveis; mesmo em situações difíceis”. O lápis entendeu o que o Fabricante de Lápis disse e prometeu lembrar-se. Ele foi e juntou-se a seus amigos na caixa de lápis.
Cada um de nós é como um lápis feito por Deus. Em Suas mãos conseguiremos ser fortes e alcançar os Seus objetivos, pois Sua vontade sempre é boa, perfeita e agradável. As demais deduções...

ESTAMOS NA PARÓQUIA

Átila da Silva, pr.

A palavra “paróquia” tem origem na língua grega e compartilha conosco mais um sentido indispensável que precisamos ter no coração acerca da Igreja de Jesus. ‘Paróquia’ significa “Peregrinação” e pároco “peregrino”.
A Igreja, que se constitue por pessoas transformadas pelo andar diário com Cristo, é chamada à peregrinação (Paroiquía – paróquia - Hb.11).
Embora a Igreja seja peregrina, alguns dos seus peregrinos, acabam estacionando no caminho. 1Pe.2:11 nos chama a atenção para isso: “exorto-vos como peregrinos a vos absterdes das paixões carnais que fazem guerra contra alma”. É interessante que a mesma palavra ‘carnal’ ocorra em 1Co.3:1 e nos ajude a entender essa expressão de Pedro. Aqui, Paulo diz que existem discípulos carnais. E ali, Pedro diz que essa carnalidade está dentro do peregrino. A atitude infantil de alguns cristãos (“Não vos pude falar como espirituais, mas como carnais, como crianças em Cristo”) é revelada pelas intrigas que causam e pelas disputas sem sentido dentro da Igreja. Quer ver um crente carnal? Veja sua atitude! Ele ajuda, cria laços, investe em pessoas, acerta seus relacionamentos, olha nos olhos? Não? Então é espiritualmente infantil. Não importa a idade do peregrino ou quantos anos tenha encontrado com Cristo, ele pode ser um carnal. Esses desejos carnais, são comportamentos infantis, são posturas próprias da criança que diz: “-Se não é como eu quero não brinco mais”, e vai procurar outro lugar onde sua vontade seja feita.
Carnalidade faz você estacionar na vida cristã!
Foto: www.caminhodesantiago.com

A FÉ DO PEREGRINO

Átila da Silva, pr.

O discípulo de Jesus é um peregrino de passagem neste mundo. A forma com que irá passar pela vida está ligada à fé. Se ele terá sucesso ou fracasso, se estará seguro em meio aos problemas do dia-a-dia ou não, se terá apoio e um lugar onde refugiar-se ou ficará por conta própria, todas essas realidades serão definidas pela sua definição de fé. Muitas pessoas raciocinam a sua fé com base em sentimentos. Isso a torna algo etéreo, imensurável, sem nenhuma forma de ser avaliada,a não ser pelo que se sente. Se sinto a presença de Deus é porque Ele está aqui. Se não sinto... Se o culto me tocou, foi maravilhoso e cheio da presença de Deus. Se não senti nenhuma reação emocional favorável é porque algo está errado com os irmãos,com a direção da música ou com o pastor. “-Esse pessoal já esteve mais ungido!”, decretam. Mas a fé sentimento ou puramente filosófica não é a fé do peregrino.
Hb.11:1 define a fé do peregrino como “a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que não se veem”. As ‘coisas’, segundo o capítulo 11, são as ações que Deus realiza. Os ‘fatos’ são as afirmações, as palavras que Deus diz. Quando o peregrino anda ao redor de Deus, examina, medita, pratica a Sua Palavra e está em comunhão com outros peregrinos, acaba por conhecer as coisas que Deus faz e, muitas vezes, porquê Ele as realiza. Logo, sua fé é baseada em Deus e não em sentimentos. Sua fé tem respaldo nos fatos do Senhor e não em circunstâncias. Ele é fortalecido e consegue interagir com as ocasiões, os acontecimentos, e tudo mais, segundo a vontade de Deus. Sua oração é repleta de discernimento e movida segundo as motivações do seu Senhor. Quanto mais conhece a Palavra melhor desenvolverá a fé do peregrino.
Como conhecemos um peregrino? Veja como sua vida serve outros e como busca conhecer e aprofundar-se no estudo consistente e contextual da Bíblia. É um bom começo.
Será que você passaria nesse teste? Ou sua fé é só sentimento que é diluido no medo, na ansiedade e na raiva...
“Sem a fé certa é impossível agradar a Deus”!
foto: tamarafreire.wordpress.com