sexta-feira, junho 19

ONDE COMEÇA A PEREGRINAÇÃO?

Átila da Silva para o CONTRA MÃOS

Todo discípulo de Jesus precisa desenvolver uma atiitude filosófica, ou seja, distanciar-se de sua própria realidade a fim de interrogar a si mesmo, desejando conhecer por que crê no que crê, por que sente o que sente e o que são suas crenças e sentimentos, tendo como base a Palavra de Deus.
É certo que não fomos ensinados a viver com a liberdade do Evangelho e desenvolver uma atitude reflexiva sobre os elementos da fé.
Na verdade, a grande maioria aprendeu que NÃO faz parte da Igreja de Jesus para questionar, mas para obedecer.
Embora essa afirmação pareça ser verdadeira, precisamos ponderar que ninguém pode ser peregrino por constrangimento ou baseado na obediência, senão teríamos que admitir que nossas obras são capazes de manter um relacionamento com Deus pelo simples fato de terem sido feitas por esforço próprio, independentemente da sua motivação.
É claro que a obediência faz parte da peregrinação. Mas o que estou tentando colocar em perspectiva para você pensar é que o ponto inicial, o "carro-chefe", a "mola mestra", a "força motriz" da peregrinação é o amor. O amor que se vive. A peregrinação começa por amor e acontece por amor. Somente um peregrino que é exercitado pelo amor pode amadurecer e se tornar referencial de fé. Talvez, por isso, tenhamos tão poucos pais na fé hoje em dia...
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Gostei do vídeo de Diego Fernandes, "Filosofia para Todos!" e quero partilhá-lo. Pode ser que ajude você a fazer as perguntas certas para si mesmo e desenvolver uma atitude filosófica própria do peregrino maduro.

O DEUS NA HISTÓRIA: O PAI DO PEREGRINO

Átila da Silva, pr.

As coisas não acontecem ‘simplesmente’ na vida do peregrino, discípulo de Jesus. Também no planeta, os eventos não são acidentais. Há um plano divino, linear, definido de história para cada pessoa e toda a criação. Desde o princípio tudo foi posto previamente em ordem. Deus, que “vê o fim desde o princípio”, tem um propósito em todas as épocas. Ele permitiu que os grandes filósofos da humanidade, com o esclarecimento do seu pensar, viessem primeiro. Depois surgiram os romanos abrindo estradas e preparando o caminho por onde passaria a boa nova. Foi, depois disso, que Deus enviou Seu Filho na ‘plenitude dos tempos’.
Há um propósito na história e o que está acontecendo neste século XXI não é acidental. A Igreja Bíblica, do Jesus Bíblico, ocupa o centro do plano de Deus neste século. Podemos participar dele ou não. Podemos olhar para trás e aprendermos, por exemplo, com o orgulho e a arrogância da Igreja dos séculos XIX e XX. Podemos vê-la acomodada em sua autossatisfação, desfrutando os seus sermões, cultos e ministério alegadamente eruditos, sentindo-se, até, envergonhada por ter que mencionar coisas como a conversão e a obra do Espírito Santo. Podemos ver o homem próspero, desfrutando confortavelmente do culto realizado por ela. Sua fé está nas coisas e sua prontidão no substituir a Palavra de Deus pela filosofia. O século XX, trouxe o crescimento da influência evangélica e o despertar para o prazer que o poder pode proporcionar. Enquanto em casa o homem moderno não tinha sua palavra respeitada, na igreja local ele dava ordens stalinistas e as pessoas obedeciam! Cresceu uma igreja dominadora e dominada. Apesar disso, existe, de fato, um plano divino que se discerne em todas as coisas.
O Deus da história, pai do peregrino, não pára para consultar quem quer que seja sobre o desenrolar dos acontecimentos. Ele tem a Sua hora, tem os Seus próprios caminhos e age com todo o cuidado e isenção. Por saber disso (nem sempre entender!), o peregrino assumi ainda mais compromissos com o seu Pai. Ele quer ser Igreja no hoje (Mt.4:20; 1Co.2:9,10; 2Tm.2:22), porque não sabe o amanhã, e o passado reflete lições que seu discernimento já colocou no coração.