segunda-feira, novembro 29

CRIATIVIDADE NO LUGAR COMUM...

Átila da Silva para o CONTRA MÃOS
É fácil para nós criarmos rotinas. Elas são boas, até o momento em que não extingam a surpresa, o fazer diferente, o espaço criativo, a oportunidade à perplexidade.
Rotinas servem para organizar, mas não são a vida. São métodos que viabilizam nossa interação com tarefas diárias, mas não são a vida. Operam como um trilho, mas nunca chegarão a ser o trem!
Portanto, não podem ser tratadas como leis inquestionáveis, nem confundidas com o nosso tônus muscular... são acessórios necessários, até o ponto onde começam drenar a vida da vida. Nesse momento, minam as bases do que estamos tentando construir, invertem as prioridades e fazem do meio um fim em si mesmo.

Enquanto não raciocinamos e criticamos as nossas rotinas, nos dessensibilizamos para Deus, para a espiritualidade, para o outro; e a vida, em toda sua complexidade, se resume à uma rotina raquítica: "casa - trabalho - escola - amigos - casa - trabalho - escola..."  

Autocrítica e renovação são próprias do discípulo de Jesus:
"Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus" (NVI). Romanos 12:2 

Espero que o exemplo abaixo possa ajudar você a ver como uma rotina mecânica, sempre igual, pode ser mudada:


Abraço.

quinta-feira, novembro 18

Vaidade nossa de cada dia...

A Bíblia mostra o caminho da mudança que é fruto de reflexão consciente, de decisão de jogar fora algumas coisas e colocar no lugar delas algo novo. É assim que encontramos a figura do despir-se da roupa velha e vestir-se da nova em Colossenses 3.
O texto do caro Herbert Vianna pode nos ajudar nessa busca reflexiva.

Herbert Vianna no CONTRA MÃOS
É possível isso? É admissível isso? Um rapaz de 27 anos ter uma parada cardíaca e entrar em coma após uma cirurgia de lipoaspiração? Pelo amor de Deus, eu não quero usar nada nem ninguém, nem falar do que não sei, nem procurar culpados, nem acusar ou apontar pessoas, mas ninguém está percebendo que toda essa busca insana pela estética ideal é muito menos lipo-as, e muito mais piração?
Uma coisa é saúde outra é obsessão.
O mundo pirou, enlouqueceu.
Hoje, Deus é a auto imagem.
Religião, é dieta.
Fé, só na estética.
Ritual é malhação.
Amor é cafona, sinceridade é careta, pudor é ridículo, sentimento é bobagem. 
Padrão de feiura ou
expressão do diferente?
Gordura é pecado mortal.
Ruga é contravenção.
Roubar pode, envelhecer, não.
Estria é caso de polícia.
Celulite é falta de educação.
[ ]...
A máxima moderna é uma só: pagando bem, que mal tem?
A sociedade consumidora, a que tem dinheiro, a que produz, não pensa em mais nada além da imagem, imagem, imagem...
Imagem, estética, medidas, beleza. Nada mais importa.
Não importam os sentimentos, não importa a cultura, a sabedoria, o relacionamento, a amizade, a ajuda, nada mais importa. Não importa o outro, o 'à volta', o coletivo.
Jovens não tem mais fé, nem idealismo, nem posição política.
Adultos perdem o senso em busca da juventude fabricada.
Ok, eu também quero me sentir bem, quero caber nas roupas, quero ficar legal, quero caminhar correr, viver muito, ter uma aparência legal mas...
uma sociedade de adolescentes anoréxicas e bulímicas, de jovens lipoaspirados, turbinados, aos vinte anos, não é natural. Não é, não pode ser [...]
Que as pessoas discutam o assunto. Que alguém acorde.
Que o mundo mude. Que eu me acalme.
Que o amor sobreviva.
Um abraço.
 
FONTE:
adaptado de
http://www.atribunanews.com/exibe.phpid=66970&cod_editorial=22&url=exibe.php&pag=0&busca=
FOTOS:
www.atribuna.com adaptada por Contra Mãos.
www.liany.zip.net adaptada por Contra Mãos.
www.blog.edufire.com adaptada por Contra Mãos.

quarta-feira, outubro 6

TEORIAS OU INICIATIVAS

Átila da Silva para o CONTRA MÃOS.

É incrível como nós seres humanos temos a facilidade de desenvolver propostas de vida e resolução de problemas para outras pessoas. Oferecemos ao outro desde o remédio infalível até a habilidade inconteste da conquista da pessoa amada. Isso sem falar nas receitas para regimes de emagrecimento!

Esse é um processo psicológico poderoso que atua instrumentalizando a nossa necessidade de parecermos, de nos sentirmos e de sermos mais que o outro. Aparentemente nos mostramos preocupados e solidários, mas a falta de ação prática denota a proposta egoísta e "autocêntrica" que deseja, apenas, parecer melhor preparado para a vida que o outro.

Esse sentimento perverso pode ser trazido à luz, com raro engano, quando colocado ante ao requerimento do prático, da ação, da atitude no aqui e agora, sem adiamentos, sem verificação de agendas, sem esconderijos por detrás de títulos ou cargos.

O Jesus bíblico nos mostrou como isso é coerente e verdadeiro resumindo sua mensagem milenar em uma ação: "Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todo o seu entendimento e de todas as suas forças’. O segundo é este: ‘Ame o seu próximo como a si mesmo’. Não existe mandamento maior do que estes".(1) Temos nos especializado em caminhos teóricos da vida que chamamos de cristã. Toda essa esterelidade reporta à declaração de Tiago, a qual destaca a inutilidade da fé logorréica:

"Assim também a fé, por si só, se não for acompanhada de prática, está morta. Mas alguém dirá: "Você tem fé; eu tenho a prática". Mostre-me a sua fé sem a prática, e eu lhe mostrarei a minha fé pela prática. Você crê que existe um só Deus? Muito bem! Até mesmo os demônios crêem — e tremem! Insensato! Quer certificar-se de que a fé sem a prática é inútil?" (2)

Precisamos medir o nível de atuação, de prática, de comprometimento com o outro, principalmente o desfavorecido, que tem povoado nossa definição e vivência de fé.

O crer do discípulo está sempre envolvido com a busca do próximo. Não para que faça parte de uma agremiação religiosa ou de uma estatística de fidelidade pessoal ao programa do departamento de evangelismo. Mas buscá-lo nele mesmo, em seus dilemas, em suas angústias, em seu orgulho, em sua arrogância, em sua fragilidade incontestável, em sua inexatidão existencial... Ir ao próximo pelo próximo. Demonstrar o amor é fazer o amor acontecer na vida do outro.

"Quer certificar-se de que a fé sem a prática é inútil?"



FONTE:
(1) - Nova Tradução Internacional da Bíblia. Evangelho de Marcos 12:30,31.
(2) - Nova Tradução Internacional da Bíblia: Tiago 2:17 a 20. Troquei a palavra "obras" pela palavra "prática" como forma de o leitor perceber que as obras às quais Tiago se refere são maneiras práticas de demonstrar a fé em favor do próximo.
(3) - Vídeo a partir do RefletirTV - http://www.youtube.com/user/REFLETIRTV


Fotos: microsoft com um toque do Contra Mãos.

quarta-feira, setembro 15

SER...PARA FAZER...

Átila da Silva para o CONTRA MÃOS

Dois irmãos protagonizaram uma das histórias da vida real mais famosa do mundo.
O seu relacionamento familiar foi abalado por um grande conflito interpessoal, que findou-se de maneira trágica.  
O contorno do ambiente desse embate se formou a partir de manifestações de espiritualidade e se completou na doença relacional fatal.
O livro bíblico do Gênesis (CAPÍTULO 4) relata que Caim e Abel tiveram as mesmas oportunidaes de vida. Escolheram suas profissões e relacionavam os frutos de seu trabalho à sua espiritualidade, expressando o elo espiritual imprescindível para uma vida de qualidade.

(1)
Infelizmente, Caim esqueceu-se de que ser vem antes de fazer, que as ações são fruto da vida pessoal interior, e que oração, culto, celebração, oferenda são necessidades humanas e não divinas.
Alguns erroneamente pensam que o que levou Deus a rejeitar Caim foi o conteúdo da sua oferta. Mas o texto original revela que ele não foi aceito porque não fez a sua oferta com inteireza de coração, como alguém que está realmente agradecido e alegre por conviver e poder dar o presente a um amigo íntimo (2).
Caim tinha ciúmes de seu irmão (talvez do relacionamento espitirual que o irmão mostrava ter) e queria obter um aliado para confirmar a 'razoabildiade' desse seu sentimento... no caso, Deus! 
Como poderia existir um sentimento assim destrutivo no ambiente da espiritualidade?

Algumas lições saltam aos olhos:

a. Espiritualidade é exercitada de dentro do coração para Deus e depois para o próximo.
b. "Ambiente de espiritualidade" (templo, reuniões, culto, etc.) é reflexo do meu relacionamento pessoal com Deus.
c. Minhas atitudes em meus relacionamentos interpessoais nunca são esquecidas ou deixadas de lado por Deus.
d. Deus nunca me apoiará (estará ao meu lado) quando eu praticar o que é mau.
e. Os relacionamentos dentro de casa (Família) testemunham acerca de meu relacionamento com Deus.
f. Não posso ocultar os pecados cometidos no encontro com Deus.
g. Confessar minhas limitações, sentimentos, pecados, tristezas e quaisquer coisas que impeçam meu relacionamento com Deus é o primeiro passo para uma espiritualidade verdadeira e saudável.

O melhor caminho é não se deixar levar pelos sentimentos de competição, auto-afirmação e orgulho, pois certamente se aplicará a nós a frase confrontadora:

"Se você fizer o correto, não será aceito?
Mas se não o fizer, saiba que o pecado o ameaça à porta;
ele deseja conquistá-lo, mas você deve dominá-lo"
(3) 

NOTAS:
(1) Retábulo da capela de Ghent, onde se vê o entalhe de dois momentos de Caim e Abel. "Retábulo" é uma construção de madeira (ou mármore, ou de outro material), com lavores, que fica por trás e/ou acima do altar em um templo, e que, normalmente, encerra um ou mais painéis pintados ou em baixo-relevo. http://en.wikipedia.org/wiki/Ghent_Altarpiece

(2) O grau Hiphil do verbo yātav indica que Caim "não fez acontecer a oferta com alegria, com regozijo". A sequência do texto deixa claro isso. Note que no verso 12 Deus não diz a Caim que ele deveria mudar de ramo de atividade, mas que sua profissão iria se tornar muito mais difícil como resposta daquele seu ato. O problema não foi o sacrifício de sangue X sacrifício de colheita... foi o coração.

(3) Nova Versão Internacional (NVI). Grifo nosso.

sexta-feira, setembro 3

RAIO X DO SEU INTERIOR.

Átila da Silva para o CONTRA MÃOS

Nesse tempo em que convivo com pessoas e, principalmente, comigo mesmo, tenho percebido a dificuldade que temos de cultivar o saudável hábito cotidiano da auto-avaliação. Apreciamos a idéia de que 'já chegamos', de que 'estamos indo bem', de que 'nossa vida só necessita de ajustes finos, pequenas e quase imperceptíveis correções de rota'... Enquanto vivemos cada dia observando, avaliando e estabelecendo listas de sugestões, com criatividade invejável, para as outras pessoas mudarem a sua maneira de ser, de pensar, de se comportar, de se vestir, de se apresentar, de comer, de rir ou chorar, perde-se reiteradamente, como que por um bolso furado, o ensejo de aproveitarmos todo esse esforço de análise e criação para cuidarmos da saúde, da robustez, da genuinidade e dos frutos que nós mesmos estamos produzindo. São bons ou maus?
O filme a seguir nos ajudará nessa reflexão. Usufrua e mude...


Jesus ensinou:
"Não julguem, para que vocês não sejam julgados... Por que você repara no cisco que está no olho do seu irmão, e não se dá conta da viga que está em seu próprio olho? Como você pode dizer ao seu irmão: 'Deixe-me tirar o cisco do seu olho', quando há uma viga no seu? Hipócrita, tire primeiro a viga do seu olho, e então você verá claramente para tirar o cisco do olho do seu irmão...Semelhantemente, toda árvore boa dá frutos bons, mas a árvore ruim dá frutos ruins. A árvore boa não pode dar frutos ruins, nem a árvore ruim pode dar frutos bons... Assim, pelos seus frutos vocês os reconhecerão!"

FONTES:
Foto árvore: rayanrod.wordpress.com
Filme: RefletirTV
Texto Bíblico: Mt.7:1-20; Nova Versão Internacional.

sábado, agosto 28

BRASAS NA CABEÇA CERTA!

Átila da Silva para o CONTRA MÃOS

A edição nº 2175 de 28 de julho de 2010 da revista Veja, estampou o "poder do perdão" como assunto de capa. Mas chama a atenção, dentre outras, a frase do poeta e escritor argentino, já falecido, Jorge Luis Borges:

"Para as ofensas, a maior arma é o esquecimento.
É no esquecimento que se igualam vingança e perdão".   
 Escrevendo sobre o personagem bíblico Jó

Mas u'a máxima relacional que compõe o esboço das certezas na mente dos que sofreram vai de encontro à palavra de Borges: "Quem bate esquece, mas quem apanha não!".
Realmente, existem níveis de ofensa que operam efeitos em nossa mente e emoções. Desde:
*uma simples 'falta de educação' (Não ser cumprimentado, ter seu assento no cinema usurpado, etc.),
*um olhar crítico sem fundamento,
*um comentário de 'segunda mão' que alguém faça sobre sua vida (A pessoa consegue emitir opiniões sobre algo relacionado a você, mas não consegue fazê-lo pessoaalmente),
*até a injustiça sofrida, o ataque gratuito, as intenções de ofensa, ultraje, afronta, dano e lesão (Material, emocional ou espiritual).

Esses diferentes níveis nos ferem e mexem com nossa capacidade de autopreservação, amor próprio e noção da realidade ("Será que isso está acontecendo mesmo comigo?").
Dependendo da região atingida pela 'flecha da ofensa', conseguimos assimilar o golpe e transformá-lo em suprimento de maturidade disponível para experiência futuras.
Mas quando atinge o "olho de boi", a 'mosca', o centro mais querido e protegido, desencadeia em nós o processo de resposta via vingança ou amargura, ambas como aquele sentimento arraigado de dor e ressentimento.
(Veja a foto abaixo)
O peregrino não tenta negar esses sentimentos, pois estaria arriscando-se a acobertar um elefante raivoso numa loja de cristais, ou seja, dentro de si mesmo. Também não busca apenas atenuar a ferida aberta com uma repetição mântrico-religiosa, ou chocolate ou bebida forte. Então, como proceder?

O trecho bíblico de Romanos capítulo 12 e versos de 19 e 20 pode ajudar:
video


Note que o texto indica duas ações reparadoras:
1ª. Subjugue a influência da vingança.
2ª. Subjugue a influência da passividade.

*Colocar sob o jugo certo o sentimento de vingança e ira. ("Senhor, que ele/ela sofra o mesmo inferno que estou vivendo, multiplicado por 70 vezes 7!"; "Senhor, não quero vingança, somente que ele/ela quebre, apenas, algumas costelas!")
Qual é o jugo certo? A VONTADE DE DEUS.
Fazer isso é administrar a si mesmo um poderoso remédio.
A naturalidade é deixar-se influir e agir de acordo com o clamor interior, conforme a sua vontade. Mas ao subjugar a vingança e a ira, você realinha sua visão à de Deus e percebe que sua vida não se resume à violência sofrida, mesmo que esteja doendo muito, e que você tem à sua disposição uma ação libertadora que repara a alma. O texto ainda diz que você deve dar lugar à ira de Deus. Sim, entregar nas mãos certas, ao Senhor que conhece todos os detalhes sobre tudo o que aconteceu, e descansar nEle, em Sua retribuição ao ofensor conforme a Sua sabedoria e perfeita vontade.
Essa fase de entrega é regada a lágrimas e inconformismo. Mas fique firme, continue submetendo a todo momento sua sede de vingança a Deus, com perseverança. Confie nEle e conseguirá vencer (verso 19).

A segunda ação reparadora é:
*Colocar sob o jugo certo o sentimento de passividade ("Senhor, para mim essa pessoa morreu!").
Qual é o jugo certo? A VONTADE DE DEUS.
Se antes eu entrego o caso a Deus, agora eu tomo a decisão de fazer a Sua vontade. O verso 20 mostra que quando você abre mão da passividade nega ao ofensor o acesso ao seu coração. Ou seja, decidindo agir conforme a vontade de Deus, você deposita sobre a cabeça certa as brasas do ônus da ofensa. Não estará mais à mercê de pensamentos que adoecem, que remoem a alma. Oferecer o amor prático de Cristo a alguém que nos ofendeu, machucou, é deixar de carregar um peso do passado e liberar o coração para ser curado. A força desse amor é o anticorpo espiritual natural para situações de ofensa.
"Não posso deixar que o outro diga como procederei. Eu é que irei fazê-lo!"

Já vivi essa experiência muitas vezes e posso afirmar que cicatrizes podem ficar, mas não atrapalham o desenvolvimento de um coração livre e maduro.

FONTES:
1. Revista Veja - edição nº 2175 de 28 de julho de 2010, p.128, in Acervo Digital http://www.veja.com.br/acervodigital/
2. Foto de Jorge Luis: www.mozaik.com.br
3. Alvo: http://www.dreamstime.com/
4. Foto: Revista Veja - edição nº 2175 de 28 de julho de 2010, pp.128, 129.
5. Foto coração: commons.wikimedia.org
6. Foto brasas: parrillasaojose.com.br

quinta-feira, agosto 12

Pratique a Vigilância Epistêmica no Templo...na Vida

Átila da Silva para o CONTRA MÃOS

A expressão "vigilância epistêmica" não é nova. Foi popularizada pelo filósofo Gaston Bachelard (1). Significa aplicar atenção cuidadosa sobre o conjunto de conhecimentos que nos chega constantemente, visando a percepção de seus condicionamentos (sejam eles técnicos, históricos, sociais, religiosos, dogmáticos, lógicos, matemáticos, ou linguísticos), da sistematização das suas relações, do caráter dos seus vínculos, e a avaliação dos seus resultados e aplicações.

Muito difícil? Simplificando: é a atenção cuidadosa e proposital que todos nós deveríamos ter acerca de tudo o que assistimos (TV, Cinema, internet, DVDs, etc.), lemos (Livros, jornais, revistas, boletins, internet, etc.), ouvimos (Rádio, conversas, internet, etc.) e absorvemos no contato com outras pessoas ou instituições, a fim de não sermos enganados.

O crente tem uma grande facilidade em acreditar em tudo o que é dito, escrito e sugerido "em nome de Deus". Realmente, a Igreja Institucional raramente estimula os seus seguidores a pensar. A formatação básica indica o caminho da aceitação obediente, sem questionamento (2). Todo o que questiona é comparado ao 'rebelde', e colocado sob a sentença do texto de 1Sm.15:23 (3). Mas, pensar que tudo o que ouvimos é expressão da pura verdade, que alguém que fala ou lidera nunca será influenciado por uma segunda intenção pessoal, é viver ingenuamente, com sérias consequências para a própria vida espiritual. "Vigilância epistêmica é uma expressão mais elegante do que aquela palavra que todos nós já conhecíamos por 'desconfiômetro', que nossos pais nos ensinaram e infelizmente a maioria de nós esqueceu. Estudos mostram que crianças de até 3 anos são de fato ingênuas, acreditam em tudo o que vêem, mas a partir dos 4 anos percebem que não devem crer. Por isso, crianças nessa idade adoram mágicas, ilusões óticas, truques. Assim, elas aprenderão a ter vigilância epistêmica no futuro" (4). 

"Frente ao real, o que se pensa saber, claramente ofusca o que se deveria saber.
Quando se apresenta ante à cultura científica, o espírito nunca é jovem.
Ao contrário, é antiquíssimo, pois tem a idade
dos seus preconceitos. (Bachelard) (5).

Infelizmente, os cristãos, mesmo adultos, se deixam alienar pela influência do egoísmo, articulado pela busca da concordância do discurso que está ouvindo com sua necessidade ou anseio exclusivo. Havendo a satisfação imediata, inutiliza-se a necessidade de fidelidade a Deus e a preservação da saúde da própria consciência.

Refletir é mais difícil do que aceitar, receber... é menos prático. Se podemos encurtar o caminho, por que fazer diferente?

Exercer o cuidado vigilante é um fator de sobrevivência espiritual cada vez mais necessário nesse tempo em que os formadores de opinião, gurus, profetas, apóstolos, pregadores, empresários da fé, chamam de "Expansão da Palavra de Deus".
Desafortundamente, nossas igrejas não ensinam a atitude filosófica para os crentes.
A proposta não é questionar a fé bíblica, mas o que se tem feito com ela em nossa casa, em nosso local de culto, em nossos relacionamentos intepessoais, em nosso coração (6).

Como vai sua vigilância epistêmica?

NOTAS:
1. "A formação do espírito científico". Rio de Janeiro. Contraponto. 1996 - http://www.contrapontoeditora.com.br/produtos/detalhe.php?id=69.

2. Principalmente sob a alcunha, equivocada e descontextualizada, do "Ungido de Deus"!

3. 1 Sm.15:23 - "Pois a rebeldia é como o pecado da feitiçaria e a arrogância como o mal da idolatria" (NVI).

4. Prof. Stephen Kanitz em "Ponto de Vista" - Revista Veja, 3/10/2007.

5. Leia mais sobre Bachelard em http://www.fsc.ufsc.br/cbef/port/13-3/artpdf/a5.pdf.

6. "Manipular" é uma agenda constante daqueles que não andam pelo caminho estreito, não desenvolvem a humildade do Mestre, que continuam a enraizar-se no consumismo justificado e travestido de bênção espiritual. Sacralizar uma idéia ou uma visão pessoal é desvirtuar a fé. Enquanto conseguirem idiotizar os seus seguidores haverá espaço para conquistarem muito mais "para o Senhor" (Veja Romanos 12:1,2)

*Foto de Bachelard: www.bernhardsydowpesquisa.blogspot.com.   

terça-feira, julho 20

A CRIATIVIDADE SUPERA LIMITES!

Átila da Silva para o CONTRA MÃOS

A capacidade criadora, a inventividade, deveria ser contexto indispensável em todas as ações educativas de qualquer entidade que se compromete a lidar e investir seus recursos para o crescimento holístico - espiritual, mental, emocional ou físico - de pessoas (escolas, universidades, sociedades do terceiro setor, igrejas, sociedades amigos de bairro, dentre outras).
Jean Piaget já havia indicado esse caminho:

"O objetivo principal da educação [...] deve ser a criação de
homens e mulheres que são capazes de fazer coisas novas,
não simplesmente repetir o que outras gerações fizeram,
mas homens e mulheres que sejam criativos,
inventivos e descobridores, que podem 
ser críticos e experienciais, e que
não aceitam tudo o que lhes
é oferecido" (1).

É interessante que o Novo Testamento bíblico diga que o discípulo verdadeiro de Jesus é uma pessoa envolvida com a novidade, ou seja, com um processo diário de jogar fora a maneira antiga de pensar e renovar-se continuadamente, transformando sua própria maneira de ver-se e ao mundo [A palavra-chave neotestamentária para a conversão é 'metánoia' - mudança de mente!(2)]

A criatividade não pode ser serva do egoísmo, pois perderia sua função regeneradora do mundo e se tornaria mais um item em franco estado de esclerose. Veja a famosa frase do excepcional Pastor Batista, Martin Luther King Jr:

"Todo homem deve decidir se vai andar na luz do altruísmo criador
ou na escuridão do egoísmo destrutivo. Este é o julgamento.
A pergunta mais persistente e urgente da vida é:
O que você está fazendo pelos outros?" (3) 

Deixo uma sugestão de criatividade. Inspire-se:



Notas:
1 Kathe Jervis, Arthur Tobier. "Jean Piaget - Education for democracy: proceedings from the Cambridge School Conference on Progressive Education", October, 1987, Cambridge School (Weston, Mass.), 176 p., apud Janice Arcaro in "Creating quality in the classroom" - St. Lucie Press - EUA; 2008, p.42. Tradução nossa.

2 Veja os textos bíblicos: Rm.6:4 - "[...] andemos nós em novidade de vida"; Cl.3:9,10 - "vocês já se despiram do velho [...] e se revestiram do novo, o qual está sendo renovado"; Rm.12:2 - "Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente". Versões: Revista e Atualizada e Nova Versão Internacional, que podem ser encontradas online.

3 Coretta Scott King. "The Words of Martin Luther King Jr: selected and with an introduction by Coretta Scott King. Newmarket Press. New York. 2008, in 'The community of man', p.17. Tradução e grifos nossos.

quinta-feira, julho 15

BÍBLIA ATÉ DEBAIXO D'ÁGUA!

Átila da Silva para o CONTRA MÃOS

Mais um lançamento sensacional da SBB. Quem poderia pensar em uma versão do Novo Testamento em português que pudesse ser levada para a praia, a piscina, a trilha, etc... Pois foi isso que a Sociedade Bíblica do Brasil conseguiu!
Vale a pena conhecer melhor:
 
Impressa 100% em material plástico, esta edição do Novo Testamento é à prova d’água e à prova de intempéries. Totalmente impermeável, permite que a Palavra de Deus seja lida em qualquer lugar que o leitor esteja – na praia, à beira da piscina, na chuva e, até mesmo, durante a prática de mergulho –, sem que ocorra qualquer tipo de dano à publicação.

Inédita no mercado nacional, a Bíblia à Prova D’água foi desenvolvida com tecnologia que permite fazer anotações em suas páginas com canetas esferográficas e lápis. Altamente resistente, é indicada especialmente para praticantes de esportes, em particular os aquáticos. Com texto bíblico na Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH), está adaptado à reforma ortográfica da língua portuguesa.

Recursos:
:: Texto bíblico: NTLH
:: Vocabulário Como encontrar ajuda no NT
:: Mapas

Características:
:: Título: Novo Testamento
:: Código: NTLH250
:: Encadernação: capa brochura plástica
:: Formato: 12,0 x 18,0 cm
:: Páginas: 280.
Preço: R$ 19,60

FONTE:
http://www.sbb.org.br/interna.asp?areaID=101

FOTOS:
Os créditos estão registrados em todas elas.
1. Prainha - Rio de Janeiro
2. Pico da Lagoinha - Maricá - Rio de Janeiro

segunda-feira, julho 12

ASCENDER OU ACENDER: UMA SUGESTÃO PARA A VIDA

"A trilha do progresso espiritual, emocional ou material nem sempre ascende, segue para cima, como se constuma pensar [...]"
"[...] O caminho pode derramar-se para o vale, acendendo em nós a centelha da reflexão, da conscientização, da entrega e da profunda e singela realidade de que nunca estamos sozinhos" (Átila da Silva, 2009).

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"Mesmo quando eu andar por um vale de trevas e morte, não temerei perigo algum, pois tu estás comigo" (Sl.23:4a)
Isso é crescimento, não?


Veja também:
"Conservem-se livres do amor ao dinheiro e contentem-se com o que vocês têm, porque Deus mesmo disse: Nunca o deixarei, nunca o abandonarei. Podemos, pois, dizer com confiança: O Senhor é o meu ajudador, não temerei..."
Hebreus 13:5,6a

VERSÃO DA BÍBLIA:
Nova Versão Internacional (NVI).

segunda-feira, julho 5

LIVRANDO-SE DOS PESOS... LIMPANDO O PRESENTE

Átila da Silva para o CONTRA MÃOS

Todos vivemos relacionamentos interpessoais o tempo todo. O contato com pessoas é inevitável. Na verdade, o Evangelho de Jesus foi elaborado para funcionar em meio a uma estrutura relacional, ou seja gente com gente, todos iguais em uma relação interpessoal horizontal, sem hierarquias. É aqui que tenho a oportunidade de ver o poder de Deus em ação em mim e através de mim.
Todos sabem que isso não é fácil, nem simples. Quando nos relacionamos estamos à mercê de muitos conflitos, isso porque nos encontramos em estágios diferentes de fé e amadurecimento. As feridas são inevitáveis.

Como agir diante disso?

“Todos dizem que perdoar é um idéia encantadora, até que tenham algo para perdoar" (C. S. Lewis, Mere Christianity - New York: Macmillan Publishing, 1981, p.97 apud Richard J. Vincent in http://www.theocentric.com/)O sermão do monte (Mt.5-7) destaca duas atitudes como obrigação irrefutável do discípulo verdadeiro: o altruísmo e o amor prático. Podemos vê-las pelos quatro cantos desses capítulos. Jesus nos leva a uma condição de entrega de direitos, de busca do próximo, de doação, de edificação, de respeito e de generosidade colocada sempre como uma 'porta aberta' para reconciliação e investimento no crescimento do meu próximo.

Há muito, decidi lembrar-me do que de bom recebi das pessoas e mantê-las em minha história na 'galeria do bem', esvaziando as prateleiras das ofensas recebidas, do desamor, das feridas de alma. Penso que só assim, poderei ver minha espiritualidade florescer, e sentir o bom perfume de Cristo um pouco mais marcante em meio aos meus relacionamentos.
O caminho natural passa pelo desprezo, pela rejeição e pelo 'olho por olho'. A nossa tendência é permanecer 'mastigando o jiló' da ofensa recebida. Isso azeda a vida e instrumentaliza a doença de vivermos do passado no presente. Um peso imenso vai se acumulando, porque não podemos mudar este passado.

Comumente, a 'pessoa-fonte' de nossa machucadura continua sua vida, mas nós nos mantemos aprisionados à experiência frustrante, de dor, que ressoa hoje com força ainda maior.
Mas quando o coração do discípulo entrega seu orgulho pessoal e abre espaço diariamente para o investimento exigente de Cristo, acaba por conquistar toda sorte de novas perspectivas e oportunidades para crescimento pessoal.
A ofensa perde o seu poder!

Então, em vez de carregar os pesos das ofensas, escolho a leveza do fardo do Mestre, que mesmo sendo ultrajado optou conscientemente por não contaminar-Se pela atitude dos ofensores. Quero ter a alma leve para que o Espírito Santo 'me sopre' suavemente para onde ele quiser. Deixar a mente e coração serem cheios de tudo o que é verdadeiro, respeitável, justo, puro, amável, de boa fama, nos mergulha na paz de Deus (Fp.4:8,9).

Isso não é nada fácil! Mas precisamos continuar pedindo, todos os dias, a capacitação e a oportunidade para doar aos outros, amigos ou 'inimigos', o altruísmo e o amor prático que recebemos e aprendemos de Cristo. Meu coração, leve, está aberto a todos. Sei que os dons que tenho são necessários na vida das pessoas e quero disponibilizá-los para abençoar, até mesmo, aquele que não deseja me aceitar ou não pretende receber meu investimento espiritual ou emocional...

AGENDE ISSO PARA HOJE!

FONTE:
Drawings de Goya:
http://www.louvre.fr/llv/oeuvres/detail_notice.jsp?CONTENT%3C%3Ecnt_id=10134198673226385&CURRENT_LLV_NOTICE%3C%3Ecnt_id=10134198673226385&FOLDER%3C%3Efolder_id=9852723696500829&baseIndex=171&bmLocale=en

quarta-feira, junho 30

DEFININDO A DEFINIÇÃO DE INFERNO...

Átila da Silva para o CONTRA MÃOS

Constumamos colecionar definições para objetos, situações, estados e até sentimentos...

São significações que mantemos em nossos arquivos mentais a fim de operacionalizar o dia a dia e nossa relação conosco, com o próximo e com o 'bioprisma' provedor de imensa variedade de experimentações.

Desde a explicação sobre o sol ou a chuva até o amor, a tristeza, Deus, a vida, a morte, a eternidade.

No conjunto destes conceitos está a (s) definição (ões) sobre o termo "Inferno". Torná-lo inteligível para nós mesmos é missão desafiadora à nossa capacidade de catalogação, significação e arquivamento interior.

Quero ajudar nessa tarefa propondo uma definição de Inferno vinda do Prefácio do livro de Clive Staples Lewis, o "The Screwtape Letters", ou "As Cartas do Inferno" (Veja mais informes ao final), edição de 1961.

O objetivo é que você aplique a atitude filosófica bíblica sobre a citação:


"[...] humor envolve um senso de proporção e um poder de se ver a si mesmo de fora. [...] Temos uma imagem do Inferno como um estado no qual todos estão perpetuamente preocupados com sua própria dignidade e progresso, onde todos se sentem ofendidos, queixosos, e onde todos se debatem tomados por paixões mortais de inveja, soberba e o ressentimento".

Temos a grande facilidade de vermos os outros no 'inferno'... O 'demônio' é o outro.

Somente uma atitude filosófica bíblica, que me leve a questionar a minha maneira de pensar, ver, julgar, posicionar-me e arquivar todas as minhas definições rijas, absolutas, incontestáveis, poderá livrar-me do (meu) 'inferno'... e, quem sabe, também do outro.

Leia a lista de imperativos: Mt.7:3-5; Cl.3:5-11.
Leia a chamada à reflexão: Mc.8:34; Mt.23:11-15.




FONTE:
A citação: http://www.questia.com/PM.qst?a=o&d=10962267
O sensacional Site do Projeto-Drama (DVD): http://www.screwtape.com/

sexta-feira, junho 25

REFLETIR PARA VIVER MELHOR...

Átila da Silva para o CONTRA MÃOS

O utilizar da imaginação está ligado àquelas pessoas que empregam a atitude filosófica como uma forma de nova leitura do cotidiano, encontrando formas variadas de inspirar não só a sua própria mente como, também, a existência dos seus semelhantes. Isso corresponde à proposta do Verdadeiro Evangelho, que age pela  novidade de vida, de reconfiguração do pensamento, da existência e co-existência, que só pode ser alcançada por meio de uma atitude deliberada e perseverante de auto-avaliação diária e a internalização das verdades do Mestre como a melhor opção para quem quer ter qualidade de vida.
Vejam um exemplo de reflexão que muda a visão... e inspirem-se:


A frase final "Aus guten händen" - "de boas mãos" (ou seja, feito a partir de boas mãos).

Fonte:
http://www.liekenurkorn.de/
RefletirTV: http://www.youtube.com/REFLETIRTV


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quinta-feira, junho 17

CONSELHOS SURPREENDENTES COM MAX GEHRINGER

Átila da Silva para o CONTRA MÃOS

Veja como cada palavra dessa 'entrevista' feita por Max Gehringer tem aplicabilidade direta para hoje... bem, ouça até o fim e confira!



Max Gehringer é conhecido escritor, consultor do programa Fantástico (Rede Globo) e atua na Rádio CBN com dicas sobre carreira, currículo, comportamento e liderança.

Dentre seus livros podemos destacar "O melhor de Max Gehringer na CBN"...

Recebi essa gravação de minha amiga Meire / Tupi e aprimorei um pouco.
Abraço.

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quarta-feira, junho 9

EM 3 MINUTOS, PARA O LÍDER DINÂMICO E INTELIGENTE.

Átila da Silva para o CONTRA MÃOS


"Essa é a mais nova forma de preparo de um sermão/pregação/mensagem para aqueles pastores e líderes que estão sem tempo para investir em pessoas. O cuidado com as coisas de Deus nesse momento Pós-moderno, globalizado, antenado com as reais necessidades do homem atual, precisa ser adaptado ao evangelho urbano. Já não existem mais condições de mantermos características do evangelho rural, onde o pastor tinha tempo de ficar lendo e estudando horas para preparar uma mensagem.
      O 'Sermão Lamen' é a proposta mais lúcida, prática e fácil para manter as suas ovelhas alimentadas.
      O 'Sermão Lamen' é rápido, fácil e pode ser encontrado nos melhores sites e casas do ramo. Você pode adquirí-lo nos sabores: "igrejinha caipira" (A mensagem com gosto dos tempos antigos); "churrasco" (A mensagem exortativa que põe o pessoal na linha); "Cremoso" (A mensagem especial para levantamento de sustento financeiro ou para tocar os corações) e "Pizza" (A mensagem para justificar o injustificável diante da sua igreja).
Com o 'Sermão Lamen' você entrará num novo tempo na relação custo-benefício".

Esse chiste serve apenas como um ponto de contato entre a realidade eclesiástica atual e a atitude filosófica. Questionar é próprio do discípulo de Jesus, pois questiona-se a si mesmo, os valores do mundo e os caminhos disponíveis para o desenvolvimento da vida.
Deixo dois textos bíblicos para ajudar na reflexão: 1Tm.4:1,2; 2Tm.4:1-5. Versão NVI:
1Tm.4:1,2
1 O Espírito diz claramente que nos últimos tempos alguns abandonarão a fé e seguirão espíritos enganadores e doutrinas de demônios. 2 Tais ensinamentos vêm de homens hipócritas e mentirosos, que têm a consciência cauterizada

2Tm.4:1-5
1 Na presença de Deus e de Cristo Jesus, que há de julgar os vivos e os mortos por sua manifestação e por seu Reino, eu o exorto solenemente: 2 Pregue a palavra, esteja preparado a tempo e fora de tempo, repreenda, corrija, exorte com toda a paciência e doutrina. 3 Pois virá o tempo em que não suportarão a sã doutrina; ao contrário, sentindo coceira nos ouvidos, juntarão mestres para si mesmos, segundo os seus próprios desejos. 4 Eles se recusarão a dar ouvidos à verdade, voltando-se para os mitos. 5 Você, porém, seja moderado em tudo, suporte os sofrimentos, faça a obra de um evangelista, cumpra plenamente o seu ministério.


Boa reflexão. Abraço.

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