sexta-feira, abril 16

O PEREGRINO E AS DISTRAÇÕES NO CAMINHO 5

Átila da Silva para o CONTRA MÃOS


A distração do falso vazio e da autocompensação.

Conversando na semana passada com João Alexandre (Vejam o seu NOVO CD "Do outro lado do mar"), fiquei impressionado quando comentou sobre a aparição do cantor gospel Kirk Franklin no programa de entrevista de Oprah Winfrey. 

O título do programa era "Porn Epidemic" ou "pornografia epidêmica". Ali, Franklin confessou o vício da pornografia que o acompanhou na juventude e, até depois do casamento, permaneceu afetando a sua vida. Somente após confessar à sua esposa, a alguns amigos e trabalhar com o problema, o cantor viu-se liberto. Ele diz: "Vejo a pornografia como um ato sexual, e vi isso como traição", e, ainda, "depois de sentir-me um hipócrita durante anos, penso que agora estou livre do vício".   
Essa situação nos lembra que estar "em Cristo" não significa isenção automática e total da problemática própria do ser humano: Sua humanidade alquebrada pelo pecado. Ela faz com que a normalidade seja o andar para longe da Luz.  A caminhada cristã pode ser tão difícil que os percalços, as confrontações com as próprias limitações e a distância entre o discípulo (em suas imperfeições) e o Mestre (que parece aumentar a cada vez que ele procura aproximar-se de Sua Luz), podem criar um vazio interior.
O peregrino sente-se vazio.
Mas é apenas um SENTIMENTO DE VAZIO!
Não se trata de vazio existencial, nem de ausência de espiritualidade, mas é, realmente, um vazio de ORDEM EMOCIONAL.
Assim, quando o sentir exerce controle sobre o refletir, o discípulo procurará sanar o mau buscando uma solução que satisfaça aos sentimentos (Tg.1:14).
A distração do falso vazio leva à autocompensação. Ou seja, devo satisfazer à falta que estou sentindo em meu coração. A ação mais natural é a busca dos velhos caminhos (Cl.3:7), o retorno à antiga maneira de solucionar esse tipo de problema (Ef.2:1-3). Logo o peregrino perderá o objetivo e será seduzido pelo desejo de anular esse sentimento... irá abraçar-se com ações pecaminosas que, comumente, vão, em processo crescente (Tg.1:15,16), apoderando-se do discernimento e da lucidez (1 Jo.2:16).

O peregrino que acalenta um processo pecaminoso não é incompatível com o Mestre, mas está incompatível com Ele, como mostrou Kirk Franklin (1Jo.1:6-9). Por isso, precisará observar onde foi que deixou de confiar no que Jesus falou em Sua Palavra e passou a pautar sua vida pelos sentimento de vazio.
O peregrino não pode deixar que sentimentos digam o que é certo e o que é errado no que tange à sua espirituaidade. É necessário confiar no que está escrito. Se os sentimentos forem profundamente desesperadores  ou delirantemente esfusiantes não importa. Preciso mesmo é discerní-los segundo a Palavra de Deus.
Assim não ficarei à mercê do meu próprio coração enganoso... (Jr.17:5-9).
A verdade nos liberta primeiro de nós mesmo...

4 comentários:

Jura disse...

O mais difícil é nos libertarmos de nós mesmo...

Obrigada rabi, este post falou muito comigo.
Saudade!
Abraços

Si disse...

Oi, reverendo!
Quantas saudades!

Hoje o pr. Antônio Alberto falou sobre a importância da verdade no nosso cotidiano... e quando li esse post pensei em como a verdade é importante até para a própria pessoa. Ser verdadeiro consigo mesmo e com as demais pessoas com certeza faz a luz de Cristo resplandecer através de nossas vidas. =)

Obrigada pelo texto!

Um grande beijo com saudades,

Si

Si disse...

Ah, e esqueci de dizer que estamos sempre orando por ti!

Grande beijo!

Átila e Alice disse...

Obrigado, Jura e Si, sem dúvida a verdade do íntimo para o peregrino sempre revelará sua carência do Mestre. Não haverá espaço para melancolia sobre o pecado, apenas uma atitude audaz e persistente em aprender com os erros e continuar a espelhar o amor prático de Jesus!
Vamos em frente! Átila