segunda-feira, novembro 29

CRIATIVIDADE NO LUGAR COMUM...

Átila da Silva para o CONTRA MÃOS
É fácil para nós criarmos rotinas. Elas são boas, até o momento em que não extingam a surpresa, o fazer diferente, o espaço criativo, a oportunidade à perplexidade.
Rotinas servem para organizar, mas não são a vida. São métodos que viabilizam nossa interação com tarefas diárias, mas não são a vida. Operam como um trilho, mas nunca chegarão a ser o trem!
Portanto, não podem ser tratadas como leis inquestionáveis, nem confundidas com o nosso tônus muscular... são acessórios necessários, até o ponto onde começam drenar a vida da vida. Nesse momento, minam as bases do que estamos tentando construir, invertem as prioridades e fazem do meio um fim em si mesmo.

Enquanto não raciocinamos e criticamos as nossas rotinas, nos dessensibilizamos para Deus, para a espiritualidade, para o outro; e a vida, em toda sua complexidade, se resume à uma rotina raquítica: "casa - trabalho - escola - amigos - casa - trabalho - escola..."  

Autocrítica e renovação são próprias do discípulo de Jesus:
"Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus" (NVI). Romanos 12:2 

Espero que o exemplo abaixo possa ajudar você a ver como uma rotina mecânica, sempre igual, pode ser mudada:


Abraço.

quinta-feira, novembro 18

Vaidade nossa de cada dia...

A Bíblia mostra o caminho da mudança que é fruto de reflexão consciente, de decisão de jogar fora algumas coisas e colocar no lugar delas algo novo. É assim que encontramos a figura do despir-se da roupa velha e vestir-se da nova em Colossenses 3.
O texto do caro Herbert Vianna pode nos ajudar nessa busca reflexiva.

Herbert Vianna no CONTRA MÃOS
É possível isso? É admissível isso? Um rapaz de 27 anos ter uma parada cardíaca e entrar em coma após uma cirurgia de lipoaspiração? Pelo amor de Deus, eu não quero usar nada nem ninguém, nem falar do que não sei, nem procurar culpados, nem acusar ou apontar pessoas, mas ninguém está percebendo que toda essa busca insana pela estética ideal é muito menos lipo-as, e muito mais piração?
Uma coisa é saúde outra é obsessão.
O mundo pirou, enlouqueceu.
Hoje, Deus é a auto imagem.
Religião, é dieta.
Fé, só na estética.
Ritual é malhação.
Amor é cafona, sinceridade é careta, pudor é ridículo, sentimento é bobagem. 
Padrão de feiura ou
expressão do diferente?
Gordura é pecado mortal.
Ruga é contravenção.
Roubar pode, envelhecer, não.
Estria é caso de polícia.
Celulite é falta de educação.
[ ]...
A máxima moderna é uma só: pagando bem, que mal tem?
A sociedade consumidora, a que tem dinheiro, a que produz, não pensa em mais nada além da imagem, imagem, imagem...
Imagem, estética, medidas, beleza. Nada mais importa.
Não importam os sentimentos, não importa a cultura, a sabedoria, o relacionamento, a amizade, a ajuda, nada mais importa. Não importa o outro, o 'à volta', o coletivo.
Jovens não tem mais fé, nem idealismo, nem posição política.
Adultos perdem o senso em busca da juventude fabricada.
Ok, eu também quero me sentir bem, quero caber nas roupas, quero ficar legal, quero caminhar correr, viver muito, ter uma aparência legal mas...
uma sociedade de adolescentes anoréxicas e bulímicas, de jovens lipoaspirados, turbinados, aos vinte anos, não é natural. Não é, não pode ser [...]
Que as pessoas discutam o assunto. Que alguém acorde.
Que o mundo mude. Que eu me acalme.
Que o amor sobreviva.
Um abraço.
 
FONTE:
adaptado de
http://www.atribunanews.com/exibe.phpid=66970&cod_editorial=22&url=exibe.php&pag=0&busca=
FOTOS:
www.atribuna.com adaptada por Contra Mãos.
www.liany.zip.net adaptada por Contra Mãos.
www.blog.edufire.com adaptada por Contra Mãos.