segunda-feira, novembro 29

CRIATIVIDADE NO LUGAR COMUM...

Átila da Silva para o CONTRA MÃOS
É fácil para nós criarmos rotinas. Elas são boas, até o momento em que não extingam a surpresa, o fazer diferente, o espaço criativo, a oportunidade à perplexidade.
Rotinas servem para organizar, mas não são a vida. São métodos que viabilizam nossa interação com tarefas diárias, mas não são a vida. Operam como um trilho, mas nunca chegarão a ser o trem!
Portanto, não podem ser tratadas como leis inquestionáveis, nem confundidas com o nosso tônus muscular... são acessórios necessários, até o ponto onde começam drenar a vida da vida. Nesse momento, minam as bases do que estamos tentando construir, invertem as prioridades e fazem do meio um fim em si mesmo.

Enquanto não raciocinamos e criticamos as nossas rotinas, nos dessensibilizamos para Deus, para a espiritualidade, para o outro; e a vida, em toda sua complexidade, se resume à uma rotina raquítica: "casa - trabalho - escola - amigos - casa - trabalho - escola..."  

Autocrítica e renovação são próprias do discípulo de Jesus:
"Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus" (NVI). Romanos 12:2 

Espero que o exemplo abaixo possa ajudar você a ver como uma rotina mecânica, sempre igual, pode ser mudada:


Abraço.

3 comentários:

Claudia Ka disse...

Olá, estava passeando pela net e vi seu blog... Tenho um blog musical, bastante eclético. A proposta é a divisão musical segundo temperos e cores auditivas. www.temperomusical.blogspot.com
;-)

Larissa Lima disse...

Existem tantas rotinas que as pessoas nem fazem mais questão de sair delas. Por esses dias eu estava num fórum de um jogo de rpg em que que o meu namorado começou a discutir com os players porque eles costumavam xingar aos outros de "gay".
Ou seja, ao xingar assim a pessoa diz que ser gay é algo humilhante e depreciativo. É tão rotineiro que eles não foram capazes de compreender quando eu falei isso.
Não sei se você é contra ou a favor ao homossexualismo, mas acho que entenderá meu ponto. Gostei bastante de seu blog. :)

http://vidadeveg.blogspot.com/

Átila e Alice disse...

Sim, Larissa,
algumas de nossas rotinas são fruto de profundo divórcio entre o senso de realidade e a reflexão. As pessoas preferem seguir a tendência natural do desprezo a tudo o que não seja reflexo delas mesmas. A questão está ligada a reconhecer que existe verdade fora de nós mesmos, que as pessoas exercem o livre-arbítrio dado Deus como desejam e que precisamos respeitá-las em suas escolhas, sem perder de vista que cada um colherá o que está plantando.