quarta-feira, agosto 29

RENOVAÇÃO ESPIRITUAL PARA A LIDERANÇA ESPIRITUAL

Átila da Silva para o CONTRA MÃOS

Estamos inseridos em uma estrutura sócio-relacional onde 'líderes' são figuras indispensáveis para a manutenção da organização e do bem estar comum. Cada um deles representa, atua e atende os anseios das pessoas que representa, a fim de que todos sejam beneficiados e usufruam de qualidade de vida igualitária e libertária em todas as dimensões da vivência: espiritual, emocional e física.
Quando pensamos em uma comunidade de fé (pode ser uma igreja, um grupo de estudo bíblico, etc.), esse fato se torna ainda mais importante. Os  líderes foram postos por Jesus para ser uma ponte de manutenção (relacional, existencial, espiritual, etc.), uma ilustração da representatividade (Delegação de um grupo), uma figura ou tipo de Cristo (Inspiração de vida cristã sob vivência madura).
Entretanto, atualmente, onde personalidades tremeluzentes, cintilantes, dão prosseguimento à 'Obra do Mestre' seguindo métodos do mundo da diversão, encontramos líderes representando apenas a si mesmos. Detentores (Algozes) da Palavra de Deus, vociferam sobre a Sua (Deus) vontade como se equivalesse à sua vontade.
Pensamos que o movimento evangélico continuará  a afastar-se continuamente da proposta do Novo Testamento a menos que essa liderança mude do astro religioso atual para o discípulo que se anula a si mesmo.
Devem ser líderes que não pedem louvor, nem buscam posição de destaque, mas só são felizes quando a glória é atribuída a Deus e, eles próprios saem de cena, esquecidos.
Enquanto pessoas como essas não retornarem à liderança espiritual, podemos esperar a deterioração progressiva da qualidade da confissão de fé do povo e da perda do caminho pelo grupo, até que o objetivo essencial seja esquecido e dê lugar ao entretenimento e à simples reunião como cerne do que se faz.
Disse Aiden Wilson Tozer em 1960: "É questão aberta se o movimento evangélico pecou demais e se afastou demais de Deus ou não para poder retornar à sanidade espiritual. Pessoalmente, não creio que seja tarde demais para o arrependimento, se os cristãos de hoje repudiarem toda a má liderança e procurarem a Deus com verdadeiro arrependimento e com lágrimas. O se é o grande problema. Eles o farão? Ou estão muito satisfeitos com as brincadeiras e a ostentação religiosa para sequer reconhecerem o seu triste abandono da fé neo-testamentária?" 

FONTE:
1. Foto: vishal-raj.blogspot.com.
2. Foto: fotki.com.br
3. "De Deus e o homem". Editor Mundo Cristão, p.16. Grifo nosso.