segunda-feira, janeiro 27

Incoerência Natural...

Átila da Silva para o CONTRA MÃOS


"Incoerência Natural": procedimentos que revelam desacordo com as próprias ideias, pensamentos, filosofia de vida ou de fé (1).


Somos auto-conduzidos constantemente para o esquecimento (a amnésia interior) do que preserva a coerência de nossas palavras com nossas ações. A máxima da "teoria, na prática, é outra"...

A inconsistência se dá pela relatividade com que nos relacionamos com os princípios que abraçamos. Nossos limites são elásticos. Podemos forçá-los a fim de termos mais liberdade. Podemos modificá-los quando a ocasião pede. Podemos esquecê-los diante de uma oportunidade de vantagem pessoal.   

Os limites estão lá, mas os consideramos menores que nós. Portanto, manipuláveis. Eles permanecem, mas são facilmente absorvidos por um discurso sensacionalista e promotor de boa imagem pessoal (2).

Como declarou o pensador do passado: "Que proveito há em discutir sabiamente sobre a Trindade divina, se não se é humilde, desagradando, assim, essa mesma Trindade? (...)"(3).

FONTES e NOTAS:
Imagemhttp://www.corbisimages.com/images/Corbis-42-20041107.jpg%3Fsize%3D67%26uid%3D2597837e-fed2-4e85-ae4c-cecf92b67b45

1. Definição pessoal.

2. Não estamos falando de tolhimento da liberdade de rever conceitos e transformar-se pela maturidade adquirida na vivência com Deus e com as pessoas. Falamos da facilidade que temos em relativizar os princípios que dizemos ser indispensáveis em nossa existência para proveito próprio e conforme a conveniência! "Faça o que eu digo, não faça o que eu faço!". É isso.

3. "Se você soubesse de cor toda a Bíblia e as sentenças de todos os filósofos, de que serviria tudo isso sem o amor e a graça de Deus? Vaidade das vaidades, e tudo isso é vaidade (Ec.1:2), senão amar a Deus e só a Ele servir" - Tomás de Kempis - Imitação de Cristo, p.22.